Hoje assisti uma peça que se perguntavam no texto qual o preço do amor.
Qual o preço do amor?
Você sentir por alguém o amor tira muitas coisas de você.
Tempo. Quanto tempo se dedica por alguém que se ama? Só de preocupação vai metade de um dia por dia. De atenção vai outro tanto. De se arranjar e se programar outro tanto. Se fosse possivel contar, a maior parte do tempo é dedicada a quem se ama.
Dinheiro. Esse não precisa nem dizer. Quando se tem muito gasta-se muito, quando se tem pouco gasta-se tudo.
Energia vital. Na medicina chinesa acredita-se que se tem uma energia vital. Quando ela acaba, a gente morre. Imagina a quantidade de energia vital, se isso fosse possível de contar, que não perdemos com quem se ama.
E quando se perde a pessoa amada? Perde-se o rumo, a história, o sono, a vida.
Dá pra medir tudo isso? Vale a pena amar? Vale a pena quando se é amado. O tempo perdido, o dinheiro perdido, a energia perdida são compensadas com a do outro. É mútuo, é recíproco.
Isso não vale no amor incondicional. O que se ganha como amor incondicional? Amor pra todos, de todos, sempre? Tem preço? Não tem preço. É sempre mais desgaste do que ganho, e aí? Porque praticar o amor incondicional?
Para fazer o bem, para ser o bem.
Pra isso, não tem como não acreditar em carma. É onde se ganha com o amor incondicional. É maior do que podemos imaginar e medir. É pra sempre. É pra colecionar. O carma é como se fosse uma coleção de coisas ruins e coisas boas. Aumento de crédito com o cosmo.
Eu acredito em carma. Acredito no amor.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Mudar o mundo.
Entramos na faculdade querendo mudar o mundo.
Eu sei que isso SEMPRE deixa de ser verdade, afinal amadurecemos durante o processo e, de alguma maneira, aprendemos que não se pode mudar o mundo sozinho.
Mas em qual parte dessa realidade percebemos que nosso objetivo não é lindo? Não é fazer o bem?
Tudo bem que muitos entram pensando em dinheiro, status mas os que não entram querem ajudar de alguma maneira. Quando eles viram esses médicos estúpidos?
Depois de formados - e isso eu falo sem experiência alguma - é necessário lidar com seguros, laboratórios, advogados, hospitais, cirúrgicas, representantes de industrias farmacêuticas etc. Será ai que se perde a razão inicial?
Pode ser depois de muitas perdas, muita exploração, muitos problemas dos outros na cabeça e ARGHHH, no final todos só pensam em voltar pra casa.
Peço a todos os meus amigos: no dia em que eu parar de pensar no ser humano para pensar em dinheiro, me avisem. Tudo que eu quero é continuar achando que minha profissão muda, se não o coração, pelo menos a dor das pessoas. O sofrimento. O medo. A doença.
Eu sei que a vida não temos como preservar pra sempre, mas tentar não custa nada. Eu ainda amo pensar que posso mudar o mundo... de alguém. E é isso que me tira da cama, ainda.
Eu sei que isso SEMPRE deixa de ser verdade, afinal amadurecemos durante o processo e, de alguma maneira, aprendemos que não se pode mudar o mundo sozinho.
Mas em qual parte dessa realidade percebemos que nosso objetivo não é lindo? Não é fazer o bem?
Tudo bem que muitos entram pensando em dinheiro, status mas os que não entram querem ajudar de alguma maneira. Quando eles viram esses médicos estúpidos?
Depois de formados - e isso eu falo sem experiência alguma - é necessário lidar com seguros, laboratórios, advogados, hospitais, cirúrgicas, representantes de industrias farmacêuticas etc. Será ai que se perde a razão inicial?
Pode ser depois de muitas perdas, muita exploração, muitos problemas dos outros na cabeça e ARGHHH, no final todos só pensam em voltar pra casa.
Peço a todos os meus amigos: no dia em que eu parar de pensar no ser humano para pensar em dinheiro, me avisem. Tudo que eu quero é continuar achando que minha profissão muda, se não o coração, pelo menos a dor das pessoas. O sofrimento. O medo. A doença.
Eu sei que a vida não temos como preservar pra sempre, mas tentar não custa nada. Eu ainda amo pensar que posso mudar o mundo... de alguém. E é isso que me tira da cama, ainda.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
"Hoje o samba saiu procurando você"
E quando temos tempo e não conseguimos fazer nada de útil? Ficar na preguiça é sempre um peso na consciência considerando que há muito para resolver. O que se faz nessa hora?
Liguei para umas 6 pessoas e todas elas tinham seus respectivos planos que não me incluem, óbvio. Ninguém tem que pensar na minha falta do que fazer. É um erro meu sempre me programar pensando nas pessoas e quando elas desistem acabo por ficar assim, parada.
Nessas horas eu tinha uma saída. Pegava um livro e sentava do lado do meu pai, que de final de semana estava sempre lendo sentado no studio vendo algum programa que me dava sono. Eu fiz isso. Sentei lá, liguei no programa que me dá sono e comecei a ler meu livro. Não foi tão interessante.
Peguei então um livro dele e sentei. A partir daí começou a ser triste.
Voltei pro quarto e percebi que o hábito é pior do que o sofrimento em si. O que se faz quando se está acostumado a fazer alguma coisa e isso não pode mais ser feito? Inventa? Faz-se algo de que não gosta muito? Não faz nada mesmo e tenta não pensar? Dorme? Dormir faz não pensar. É dormir que eu vou.
A única conclusão que consigo pensar é que hoje o samba saiu procurando você.
Quando o samba vai entender que não vai te achar mais?
Liguei para umas 6 pessoas e todas elas tinham seus respectivos planos que não me incluem, óbvio. Ninguém tem que pensar na minha falta do que fazer. É um erro meu sempre me programar pensando nas pessoas e quando elas desistem acabo por ficar assim, parada.
Nessas horas eu tinha uma saída. Pegava um livro e sentava do lado do meu pai, que de final de semana estava sempre lendo sentado no studio vendo algum programa que me dava sono. Eu fiz isso. Sentei lá, liguei no programa que me dá sono e comecei a ler meu livro. Não foi tão interessante.
Peguei então um livro dele e sentei. A partir daí começou a ser triste.
Voltei pro quarto e percebi que o hábito é pior do que o sofrimento em si. O que se faz quando se está acostumado a fazer alguma coisa e isso não pode mais ser feito? Inventa? Faz-se algo de que não gosta muito? Não faz nada mesmo e tenta não pensar? Dorme? Dormir faz não pensar. É dormir que eu vou.
A única conclusão que consigo pensar é que hoje o samba saiu procurando você.
Quando o samba vai entender que não vai te achar mais?
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Maior medo do mundo.
Dentre todos os medos que tenho na vida um dos maiores é ficar velha.
Não ficar velha de alma, nem de idade e muito menos de corpo. Tenho medo de ficar velha de papo.
Velha sempre fala mal dos outros e tem certeza que não está fofocando. Acham que tem toda razão do mundo e que falando mal pelas costas as coisas vão se resolver.
E AI! se comentarem sobre o hábito de tricotar. Ai sim que o papo rende... sobre quem comentou.
Sobre as dores, elas sempre acham que todos são médicos. E não adianta receitar nada que não seja super novo. A dica é sempre compressa de água benta com sal da caverna...
Sobre os namorados e as profissões não preciso nem comentar. Sobre os namorados são sempre insuficientes e nenhum status muda isso até que eles se mostrem amorosos com elas. Ai, pode casar.
As profissões só são boas se dão dinheiro e se existiam na época delas. Qualquer coisa como programador ou terapeuta corporal não valem.
No final é sempre um "minha filha, você está muito linda, viu? Foi bom te ver. Venha me visitar qualquer dia desses"
A única coisa que me consola é que tenho as duas melhores avós do mundo. E que de alma e de papo elas tem seus 30 anos.
Não ficar velha de alma, nem de idade e muito menos de corpo. Tenho medo de ficar velha de papo.
Velha sempre fala mal dos outros e tem certeza que não está fofocando. Acham que tem toda razão do mundo e que falando mal pelas costas as coisas vão se resolver.
E AI! se comentarem sobre o hábito de tricotar. Ai sim que o papo rende... sobre quem comentou.
Sobre as dores, elas sempre acham que todos são médicos. E não adianta receitar nada que não seja super novo. A dica é sempre compressa de água benta com sal da caverna...
Sobre os namorados e as profissões não preciso nem comentar. Sobre os namorados são sempre insuficientes e nenhum status muda isso até que eles se mostrem amorosos com elas. Ai, pode casar.
As profissões só são boas se dão dinheiro e se existiam na época delas. Qualquer coisa como programador ou terapeuta corporal não valem.
No final é sempre um "minha filha, você está muito linda, viu? Foi bom te ver. Venha me visitar qualquer dia desses"
A única coisa que me consola é que tenho as duas melhores avós do mundo. E que de alma e de papo elas tem seus 30 anos.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
E agora?
Levaram meu mestre soberano de mim.
Não é sofrido só pela perda em si. É mais sofrido porque não sei amar pela metade. Não consigo conversar na imaginação, abraçar o vento, chorar no travesseiro e nem perguntar para os livros. Não consigo amar a saudade. Continuo amando como se estivesse ali. Mas não tá.
E agora? Como faz? Faz o que? Quem me respondia não responde mais. Como faz pra saber? Não me ensinaram a saber de outra forma.
Só queria mais uma pergunta: eu te perdi, como faz depois que eu perdi você?
E no meio de toda essa bagunça ainda me dizem pra ser forte. Eu sou forte. Mas não é força. Não depende da gente. Dói quando tem que doer e ser forte não muda nada. As lágrimas continuam caindo, a garganta continua apertada e o coração continua machucado. E a gente continua sozinha.
Não sozinha sem ninguém. Sozinha sem alguém. Não falta companhia, falta aquela.
Não vim por respostas. Só tenho medo de assumir que a única maneira é deixar sofrer, deixar chorar, deixar amar e ir fingindo ser forte, fingindo ser feliz.
Não é sofrido só pela perda em si. É mais sofrido porque não sei amar pela metade. Não consigo conversar na imaginação, abraçar o vento, chorar no travesseiro e nem perguntar para os livros. Não consigo amar a saudade. Continuo amando como se estivesse ali. Mas não tá.
E agora? Como faz? Faz o que? Quem me respondia não responde mais. Como faz pra saber? Não me ensinaram a saber de outra forma.
Só queria mais uma pergunta: eu te perdi, como faz depois que eu perdi você?
E no meio de toda essa bagunça ainda me dizem pra ser forte. Eu sou forte. Mas não é força. Não depende da gente. Dói quando tem que doer e ser forte não muda nada. As lágrimas continuam caindo, a garganta continua apertada e o coração continua machucado. E a gente continua sozinha.
Não sozinha sem ninguém. Sozinha sem alguém. Não falta companhia, falta aquela.
Não vim por respostas. Só tenho medo de assumir que a única maneira é deixar sofrer, deixar chorar, deixar amar e ir fingindo ser forte, fingindo ser feliz.
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