Hoje assisti uma peça que se perguntavam no texto qual o preço do amor.
Qual o preço do amor?
Você sentir por alguém o amor tira muitas coisas de você.
Tempo. Quanto tempo se dedica por alguém que se ama? Só de preocupação vai metade de um dia por dia. De atenção vai outro tanto. De se arranjar e se programar outro tanto. Se fosse possivel contar, a maior parte do tempo é dedicada a quem se ama.
Dinheiro. Esse não precisa nem dizer. Quando se tem muito gasta-se muito, quando se tem pouco gasta-se tudo.
Energia vital. Na medicina chinesa acredita-se que se tem uma energia vital. Quando ela acaba, a gente morre. Imagina a quantidade de energia vital, se isso fosse possível de contar, que não perdemos com quem se ama.
E quando se perde a pessoa amada? Perde-se o rumo, a história, o sono, a vida.
Dá pra medir tudo isso? Vale a pena amar? Vale a pena quando se é amado. O tempo perdido, o dinheiro perdido, a energia perdida são compensadas com a do outro. É mútuo, é recíproco.
Isso não vale no amor incondicional. O que se ganha como amor incondicional? Amor pra todos, de todos, sempre? Tem preço? Não tem preço. É sempre mais desgaste do que ganho, e aí? Porque praticar o amor incondicional?
Para fazer o bem, para ser o bem.
Pra isso, não tem como não acreditar em carma. É onde se ganha com o amor incondicional. É maior do que podemos imaginar e medir. É pra sempre. É pra colecionar. O carma é como se fosse uma coleção de coisas ruins e coisas boas. Aumento de crédito com o cosmo.
Eu acredito em carma. Acredito no amor.
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